A caça à bandeira

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    Hack
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    A caça à bandeira

    Mensagem por Hack em Qui Mar 19, 2015 9:45 pm

    Após passarem a manhã inteira treinando (dps postarei o treino hue), Mark e Dennis decidiram retornar para o chalé de Hefesto e tomar um banho. Ao chegarem na área comum dos chalés, porém, surpreenderam-se com um tumulto.

    De um lado, estavam reunidos filhos de Ares. Do outro, filhos de Atena. Outros campistas aproximaram-se, querendo ver o que estava acontecendo.

    — Hm? O que que tá rolando, irmãozão? — perguntou Dennis, intrigado.

    O loiro apenas franziu o cenho, tão confuso quanto o outro. Empurrou alguns semideuses para o lado, abrindo passagem.

    — Mas o que diabos...

    Alicia e Nelson discutiam fervorosamente. Gritavam um com o outro, mostrando os dentes.

    — Admita!! Foi você e seu chalé ridículo que fizeram isso!!! — gritou Alicia, apontando o indicador na direção de Nelson, que parecia indignado.

    — HÃ?? CÊ TÁ MALUCA, GURIA?? O FOI QUE EU FIZ??


    — Não se faça de idiota!! Foi você que encheu nosso chalé de aranhas!! Tenho testemunhas que viram você entrando E saindo do chalé 6!!

    — Aranhas...? — o garoto sardento encarou o meio-irmão. — Mas... peraí. São só aranhas, não são...?

    Agora que estava perto dos filhos de Atena, Mark conseguiu notar que estavam todos com os olhos vermelhos e inchados, tremendo incontrolavelmente. Alguns verificavam suas vestes, enquanto outros gritavam e saíam correndo do seu chalé.

    O loiro suspirou pesadamente.

    — Não são apenas aranhas... Pelo menos, não para os filhos de Atena. Sabe, eles possuem um certo... trauma. Coisa da mãe deles. — e deu de ombros.

    Alicia estava exaltada. Aproximou-se de Nelson, cutucando seu peito com força.

    — Admita que foi você!!!

    Gary&Larry brotaram, abafando risadinhas.

    — É, Nelson!

    — Admita que foi você, cara!

    Nelson trincou os dentes, furioso. Seus olhos faiscaram, cruéis.

    — CAI FORA, IDIOTA!!

    E em seguida, o garoto deu um empurrão na loira, derrubando-a no chão. Alicia caiu sentada no pátio dos chalés e, extremamente sem jeito, corou intensamente.

    Os filhos de Ares começaram a rir. Alguns meio-irmãos de Alicia aproximaram-se dela e a ajudaram a se levantar do chão. Um menino loiro de olhos cinzentos aproximou-se de Nelson, empurrando-o para trás.

    — Seu valentão ridículo!! Nunca mais toque na minha irmã, ou eu juro pelo rio Estige que mando você e esses seus dentes podres direto pra Enfermaria!!

    Gary&Larry rachavam o bico. Olharam o loirinho e depois trocaram um olhar silencioso.

    — IIh...

    —... Ameaçou mandar ir pra Enfermaria, hein!

    — Eu não deixava não...!

    —... Nem eu!

    Uma filha de Ares de cabelos curtos colocou-se entre Nelson e o pirralho de Atena, fuzilando-o com os olhos. Precisou abaixar a cabeça para enxerga-lo, já que ele era baixinho.

    — Cresça e apareça, bebezão! — e então, o empurrou.

    O menino caiu de bunda no chão, dando um gritinho. Nelson não conseguia conter o riso.

    — Por quê não briga com alguém do seu tamanho, sua machorra?? — resmungou outro filho de Atena, empurrando a garota de Ares.

    A garota sacou um facão de bronze celestial, mostrando os dentes.

    — Cai dentro, quatro-olhos!!

    Os campistas dos chalés 5 e 6 pegaram suas armas, prontos para matar uns aos outros. Um grito ensurdecedor cortou o ar, fazendo todos paralisarem de medo.

    — O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?? — indagou Larissa, dando um passo à frente.

    — FORAM ELES!! — gritaram os filhos de Atena, apontando para os filhos de Ares.

    — FORAM ELES!! — gritaram os filhos de Ares, apontando para os filhos de Atena.

    Os campistas dos dois chalés se entreolharam, rosnando. Começaram a xingar uns aos outros, brandindo suas armas.

    QUIETOS!! — a gordinha bateu o pé, rachando o chão do pátio. — O QUE ACONTECEU??

    — Essa retardada aí tá falando que EU enchi o chalé dos nerd de aranha!! — resmungou Nelson, furioso.

    — Foi VOCÊ!! — retrucou Alicia, os olhos cinzentos tempestuosos. — EU VI VOCÊ NO NOSSO CHALÉ!!

    — JÁ DISSE QUE NÃO FUI EU, LOIRA BURRA!!!

    — NÃO ME CHAME ASSIM, SEU BRUTAMONTE SEM MIOLOS!!!!

    Os dois partiram pra cima um do outro. Os líderes do chalé de Hermes intercederam, cada qual segurando um líder.

    — Calminha aí, cara! — riu um.

    — Calminha aí, loirinha! — riu o outro.

    A filha de Dionísio fitou Nelson.

    — É verdade que você encheu o chalé de Atena de aranhas, Nelson?

    O garoto grunhiu que nem um bicho, debatendo-se.

    — JÁ DISSE QUE NÃO FUI EU, CARAMBA!!

    Alicia bufou, irônica.

    — Admita logo que foi você!!

    — NÃO FUI EU!!

    — EU VI VOCÊ NO CHALÉ-

    CHEGA, VOCÊS DOIS!! — berrou Larissa. — Mark, limpe o chalé de Atena e livre-se das aranhas!

    Mark gaguejou, pego de surpresa pela ordem da filha de Dionísio.

    — E-Eu? M-Mas... Eu não tenho nada haver com isso e—

    Larissa virou a cabeça para trás, fuzilando o loiro. Em seus olhos, brilhava uma ameaçadora chama púrpura.

    — AGORA.

    Mark praguejou baixinho. Assim como mandado, deu meia volta e foi em direção ao chalé número 6.

    — Espere só pela caça à bandeira de hoje à noite... Você vai se arrepender de ter feito essa brincadeirinha idiota conosco!! — ameaçou Alicia, soltando-se do aperto de um dos gêmeos.

    HÁ!! Essa eu quero ver!! Vou fazer você engolir essa sua língua afiada, idiota!! — rosnou Nelson, empurrando o gêmeo que o segurava para trás.

    Os campistas de Ares e os campistas de Atenas trocaram olhares furiosos, indo se preparar para à caça. Dennis tratou de ir atrás de Mark, sem querer desgrudar do meio-irmão.

    — Mal posso esperar pela caça! — riu-se um dos gêmeos.

    — Cara, vai ser demais!! — o outro sorriu, e juntos, realizaram um high five.

    ***


    A noite logo chegou. Após o jantar, os chalés do acampamento se dividiram em dois para a caça à bandeira: de um lado, liderados pelo chalé de Atena, estava o time azul, que era composto pelo chalé de Atena, Apolo, Deméter e Hefesto. Do outro lado, liderados pelo chalé de Ares, estava o time vermelho, composto pelo chalé de Ares, Hermes e Afrodite. Havia também o time de resgate, liderado por Larissa e composto pelo chalé de Dionísio, alguns sátiros e quem mais quisesse ajudar.

    XXX


    TIME AZUL:

    O clima parecia tenso. Do lado azul, os campistas preparavam-se para a batalha. Mark, Thiago e Dennis haviam trazido armas, escudos, capacetes e armaduras extras, tratando de preparar os semideuses. Kathy e alguns campistas de Apolo cantavam uma canção energética, de preparação para a luta, enquanto checavam seus arcos e flechas. Alicia discutia as estratégias com seus meio-irmãos e o resto do time azul, enquanto Ceci e os outros campistas de Deméter ajudavam no que fosse preciso.

    — Atenção, time azul! Peço a atenção de todos vocês!! — disse Alicia, organizando os campistas sob sua liderança. Estava vestida de uma armadura prateada, uma capa azul pendendo de seus ombros e uma linda presilha em forma de coruja em seu coque bem feito. — Hoje, é a noite da caça à bandeira. A caça é realizada uma vez por semana, dentro dos limites do bosque, onde o objetivo é capturar a bandeira do time inimigo.

    Alguns filhos de Atena esticaram um mapa do bosque numa mesa. Florestas, regatos e deformações no terreno eram representados ali em detalhes.

    — Nossa bandeira ficará aqui. — disse a líder do chalé de Atena, pegando uma peça e colocando-a sobre o mapa. — Segundo meus estudos, a bandeira do time vermelho estará aqui. — ela colocou uma peça num outro lugar, representando a outra bandeira. — Nelson é muito previsível. Irá investir na ofensiva e atacar com tudo. Os irmãos Gary&Larry provavelmente encheram a floresta de armadilhas, então tenham cuidado... Quanto aos filhos de Afrodite, não há o que temer. Eles vão ficar ocupados fofocando ou admirando seus reflexos na águas dos regatos...

    Alicia organizou outras peças no mapa, representando as forças do time vermelho. Os filhos de Ares não eram tantos quantos os filhos de Hermes, mas eram guerreiros poderosos. Os campistas do chalé 11 também não deveriam ser subestimados: eram páreos na arte de serem discretos e fatais, e provavelmente atuariam diretamente na captura da bandeira enquanto os campistas de Ares aniquilavam as forças do time azul.

    — Chalé 4, vocês serão nossos patrulhas. Irão percorrer o bosque e passar informações para os grupos do ataque e da defesa. — explicou Alicia, fitando Ceci e seus meio-irmãos. — Chalé 9, vocês ficarão na base, protegendo a bandeira à qualquer custo. Não saiam de suas posições de maneira alguma; isso é uma ordem! — disse, firme, lançando um olhar a Mark, Thiago e Dennis. — O chalé 6 e o chalé 7 agirão juntos, separados em dois grupos mistos, com guerreiros de Atena e arqueiros de Apolo. Vamos atacar pelos flancos, evitando ao máximo confrontos diretos com os campistas de Ares e Hermes.

    Kathy assentiu a cabeça, ansiosa. Deu um pulo, erguendo seu arco e gritando a plenos pulmões:

    — É ISSO AÍ, PESSOAL!! VAMOS DAR O NOSSO MELHOR E CAPTURAR AQUELA BANDEIRAA!!! YEAAH~!!

    Os campistas de Apolo brandiram seus arcos, contagiados pela animação de sua líder. Sem esperar outras ordens, saíram correndo para o bosque, acompanhados de Ceci e o chalé de Deméter.

    — E-Espere, Kathy!! A-Ah!! Não me deixe para trás...! — Ceci choramingou, apressando-se.

    — E-EI!! EU NÃO TERMINEI DE DAR AS ORDENS!! — Alicia bufou, frustrada. — NÃO EXPLIQUEI SOBRE O SINAL...!

    A filha de Atena colocou o capacete em forma de cabeça de coruja na cabeça, verificou sua armadura e sua capa e, só então, pegou seu escudo e sua arma. O chalé 6 saiu em direção ao bosque, deixando apenas os três campistas de Hefesto sozinhos.

    — UAAU!! ISSO É IN-CRÍ-VEEL!!! — gritou Dennis, dando um pulinho.

    Thiago riu baixo. Mark apenas revirou os olhos.

    — Vamos proteger essa droga de bandeira. — o loiro resmungou, nem um pouco animado com a caça. — Quando antes isso terminar, melhor...

    Assim, seguiram até o local indicado por Alicia, dispostos a protegê-lo contra invasores.

    XXX


    TIME VERMELHO:

    Do lado vermelho, Nelson gritava ordens para todos os campistas, ainda mais assustador do que de costume. Estava de armadura completa, um capacete horrível de javali na cabeça e uma capa vermelha-sangue rasgada pendurada nos ombros. Armas e armaduras estavam espalhadas pelo chão, desorganizadas. Os campistas de Ares realizavam alguns exercícios de aquecimento para a batalha, treinando golpes. Os campistas de Hermes pregavam peças e roubavam os outros campistas, colocando pó de mico dentro das armaduras dos filhos de Ares. Indeterminados também estavam no time vermelho, junto com os campistas de Hermes, parecendo meio deslocados. Já os campistas de Afrodite estavam nem aí para a caça à bandeira: as garotas fofocavam sobre os garotos e vice-versa, checando suas roupas, cabelos e unhas. Gary&Larry estavam sumidos, provavelmente aprontando alguma armadilha para a caça.

    — ATENÇÃO, COXINHAS!!!!! — gritou Nelson, tratando de botar ordem no lugar (sem muito sucesso...) — HOJE, É A CAÇA À BANDEIRA!! A PORCARIA DO CHALÉ DE ATENA GANHOU A CAÇA DA ÚLTIMA SEMANA, E DA SEMANA ANTES DESSA, E DA OUTRA SEMANA ANTES DESSA, E POR ISSO, SE ACHA!! MAS, HOJE, NÓS VAMOS MOSTRAR PRAQUELES IMBECIS QUEM É QUE MANDA AQUI!!! VAMOS ACABAR COM A RAÇA DELES, ESTÃO OUVINDO?? LUTEM COMO SE SUAS VIDAS DEPENDESSEM DISSO!! ATAQUEM SEM PIEDADE E QUEBREM OSSOS E ARMADURAS; ALEIJEM SE POSSÍVEL!!!! VAMOS NOS BANHAR NO SANGUE DELES ESSA NOITE, TIME VERMELHO!!!!!!!

    Nelson deu um uivo de guerra, erguendo sua lança elétrica para os céus. Os filhos de Ares e de Hermes gritaram também, brandindo suas armas. Já os filhos de Afrodite se limitaram a revirar os olhos e bater palmas, voltando a fofocar.

    — À CAÇA, BANDO DE INÚTEIS!!! — ordenou Nelson, apontando para o bosque e adentrando nele, seguido por seus meio-irmãos e o time vermelho.

    XXX


    TIME DE RESGATE:

    Larissa passou instruções claras para o time de resgate. Todos receberam faixas brancas para identificá-los como resgatadores, além de bolsas cheias de ataduras e medicamentos de primeiros-socorros. Sua missão era percorrer o bosque durante a caça à bandeira e prestar qualquer socorro que fosse necessário.

    — Não se preocupem, a caça costuma ser tranquila na maioria das vezes! — Larissa sorriu, otimista. — Raramente membros são decepados; o pessoal só costuma quebrar uns ossos e deixar os outros campistas inconscientes, mas não é nada demais... Confio em vocês para me ajudar nessa tarefa hoje, ok pessoal?

    Uma trombeta soou ao longe.

    — Vamos lá!! Resgatadores, ao resgate!!

    Assim, Larissa, seus dois meio-irmãos e mais alguns sátiros saíram bosque adentro.




    Última edição por Hack em Qui Jul 09, 2015 3:03 am, editado 1 vez(es)
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    Hack
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Hack em Qui Mar 19, 2015 9:46 pm


    ** INSTRUÇÕES DA CAÇA À BANDEIRA **


    TIME AZUL/TIME VERMELHO: VS PLAYERS
    As duplas sorteadas foram:
    Dennis x Ryan
    Clover x Nick

    ... Sendo que o Ryan e a Clover serão os vencedores. As lutas serão realizadas pelos participantes e separados em rounds, onde cada personagem ataca + defende/esquiva do golpe anterior do oponente.
    As duplas poderão combinar entre si como será a batalha e postar depois aqui, ou podem postar direto já.

    TIME AZUL/TIME VERMELHO: VS NPCs
    Foram sorteados NPCs para cada personagem, seguindo a lista:
    Julien x Atena
    Allen x Deméter

    Podem criar um NPC feminino ou masculino. Filhos de Atena costumam lutar com escudo + lança e, mesmo não gostando muito de violência, filhos de Deméter possuem a habilidade de manipular as plantas e podem lutar com armas também (foices, mais comumente).
    Podem escrever a luta e postarem aqui depois. Irei avaliá-las e aprová-las.


    TIME DE RESGATE
    Tive a ideia do pessoal do Time de Resgate (Elisa, Rose, Liam) fazer um pequeno texto ajudando algum campista com problemas. Podem até mesmo intervir numa luta, ou fazer o seu personagem ser atacado por algum campista não muito amigável que vai ignorar sua faixa branca da paz.

    ~

    Não se esqueçam de fazer uma breve introdução do seu personagem durante a preparação para a caça, ouvindo os discursos de Alicia/Nelson/Larissa. A briga entre o chalé de Atena e o chalé de Ares espalhou-se rapidamente por todo o Acampamento, graças ao chalé de Afrodite (muito obrigada, Michelle). Se quiserem, podem até interagir um pouco entre os personagens dos times antes de irem pra caça!

    Isso é tudo, pessoal. Boa caça à bandeira!! (E voltem vivos, pf)


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    Cah

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Sex Mar 20, 2015 11:34 pm

    Ryan encontrou algumas peças de armadura e se ajeitou da maneira que conseguiu. Tinha já um pequeno elmo cobrindo a cabeça e um sorriso estampando o rosto. Ele estava animado. Seria sua primeira caça à bandeira.  Pelo que ouvira, aquele era um jogo tradicional do acampamento.  Só por ser um jogo já bastava para ele.

    Ele faria de tudo para estar no time vencedor.

    Não deu muita atenção para o que Nelson berrava. Na verdade, talvez mais pelas roupas e pelo jeito troncudo, Ryan achava que ele parecia um porco selvagem raivoso. Não se importou muito com a parte de aleijar o time adversário, mas a ideia de ganhar o animava. Gritou junto com o resto do time e, dado o sinal, sumiu floresta adentro.


    O vento soprou entre as árvores, fazendo que os galhos e folhas balançassem ruidosamente e Rose encolheu os ombros. Ela sabia que não participaria da caçada junto de seu chalé, mas nem esse pensamento fazia com que a floresta parecesse menos assustadora. E perigosa.

    Enquanto conferia o conteúdo da mochila uma última vez, lembrou-se do que tinha ouvido de um de seus irmãos mais cedo, sobre o ocorrido daquela manhã. Rose não sabia se Alicia estava certa em culpar Nelson, mas ficou com muita pena do chalé de Atena. Aquela tinha sido uma brincadeira de muito mau gosto. Quem quer que fosse o culpado – ou os culpados – tinha sido muito cruel.

    No fundo, no fundo, ela queria acreditar que não tinha sido o chalé 5. Ela não gostava quando os chalés brigavam. E que péssima noite seria aquela para se ter um caça à bandeira... A garota não conseguia parar de pensar em Nick e Ryan, que participariam junto do chalé de Hermes, e que estavam no mesmo time do chalé de Ares. Por isso, teriam de competir contra Alicia e seus irmãos, que estavam determinados em ganhar, e que, com certeza, já teriam uma estratégia pronta naquele instante.

    Quando Larissa disse que estava na hora de ir, Rose arrumou a sua faixa do time de resgate, respirou fundo e começou a andar.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Hack em Qui Mar 26, 2015 7:38 pm

    Havia se passado longos quinze minutos desde que iniciou-se a caça à bandeira. O chalé de Hefesto estava estático na base, protegendo a base do time azul. Mark e Thiago olhavam para os lados, atentos, observando pequenas explosões acontecerem dentro da floresta e captando alguns gritos e sons metálicos de armas chocando-se umas nas outras.

    Já Dennis estava quase morrendo de tédio (-literalmente). O garoto sardento estava sentando no chão, catando pedrinhas e lançando-as longe.

    De repente, ele levantou-se num pulo, gritando a plenos pulmões:

    — AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH, ISSO TÁ TÃÃO CHATO!!!!!

    Thiago riu baixo. Mark bufou, assustando-se com o grito do irmão.

    — Cale a boca, idiota. Ou quer revelar a localização da nossa bandeira com esse seu grito de mulherzinha...??

    Dennis revirou os olhos, suspirando pesadamente.

    — Mas isso tá muuito chato!! Af... Pensei que a caça ia ser super legal, cheia de porrada e pancadaria, MAS MANDARAM A GENTE FICAR PARADOS AQUI GUARDANDO UMA BANDEIRA IDIOTA!!!!! EU LÁ TENHO CARA DE ESTÁTUA-GUARDIÃ????? ME POUPEE!!!!! EU QUERO SOCAR ALGUÉM NA CARA, CARA!!! QUERO LUTAR TAMBÉÉÉM!!

    Mark cobriu a boca do ruivo, impaciente.

    — Pare de gritar, droga! O que você vai fazer, hã? Tacar fogo na floresta de novo?? Não, obrigado. — o loiro então soltou o garoto, rosnando: — Faça como mandado e fique quieto cuidando da bandeira. Isso é uma ordem do líder do seu chalé.

    Dennis recebeu o esporro calado. Se tinha uma coisa que odiava era ser tratado como uma criança. Como um empecilho. E a outra coisa que odiava era receber ordens.

    Ele encarou o meio-irmão friamente, decidindo-se.

    — Quero ver você me impedir.

    Mark estreitou o olhar, soando ameaçador:

    — Você não ousaria—

    Dennis saiu correndo e, sem olhar para trás, entrou mata adentro, afim de se divertir um pouco.

    — E então, quem vai enfrentar o campeão? — perguntou para o vazio, dando um sorrisinho convencido.

    Sem prestar atenção por onde andava, o ruivo acabou pisando dentro de um laço feito de cordas, ativando uma armadilha. Ele gritou enquanto era erguido no ar, de ponta cabeça, e levava uma tortada de lama na cara.

    — AAAAAAAAAAAH!!!! MALDITOS GARY&LARRY, EU VOU ACABAR COM  VOCÊS, SEUS FILHOS DE HERMES IDIOTAAAS!!!! — berrou, ficando vermelho de raiva. — ME TIREM DAQUIIIII!!!!!




    Última edição por Hack em Qui Mar 26, 2015 8:23 pm, editado 2 vez(es)
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Qui Mar 26, 2015 8:10 pm

    Mesmo estando no time de resgate, Elisa parecia nervosa. Suas mãos suavam e a garota esfregava as palmas nos jeans constantemente para secá-las. Desejava que ninguém acabasse muito ferido, mas tal pensamento era improvável (ainda mais depois da confusão ocorrida entre os chalés de Ares e Atena). Não saberia como reagir caso encontrasse um campista muito ferido.

    Ela suspirou e se pôs a andar atrás dos outros. Precisava apenas se focar em ser útil, certo? Além do mais, ninguém a atacaria por estar vestindo a faixa branca.

    Pelo visto, Elisa não era a única que não quis participar da disputa. Olhando para os lados, foi possível reconhecer Rose e Liam. Ela esboçou um sorriso ao vê-los.

    ~~

    Julien daria tudo para ter o seu celular naquele momento. Pelo menos dessa forma, poderia ouvir música e ignorar os berros de Nelson. Sua expressão indicava puro... tédio, talvez? Ele estava escorado em uma árvore e mantinha as mãos nos bolsos, apenas esperando o início da Caça.

    Em meio aos brutamontes de Ares, as patricinhas de Afrodite e os palhaços de Hermes, o ruivo parecia estar no pior time. Tinha certeza de que o time de Atena sairia vencendo (de novo). Bastava olhar ao seu redor e qualquer um entenderia.

    Quando Nelson deu o sinal, Julien começou a andar, ficando entre os últimos do grupo. Sabia que o filho de Ares não contava com estratégia alguma, ao contrário do time inimigo. Segurando o seu arco, ele avançou com cautela por entre as árvores. Deixaria que Nelson e seus meio-irmãos servissem de distração com seus barulhos para poder atacar alguém desprevenido.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Sex Mar 27, 2015 4:10 pm

    Ryan corria por entre as árvores, tão rápido quanto era capaz.

    Estava disposto a enfrentar qualquer um que aparecesse à sua frente, mas, ao invés de entrar direto em uma batalha, decidiu que primeiro acharia a bandeira que precisavam capturar.

    Ele fazia caminhos em ziguezague, desviando de galhos e arbustos e mudando de direção quando ouvia campistas lutando. Onde estaria aquela coisa? Será que estava fácil de ver ou escondida?

    Foi quando escutou um grito e um barulho esquisito de algo sendo erguido. Curioso, foi até o local e encontrou Dennis pendurado de cabeça para baixo.

    Ryan começou a rir no mesmo instante.

    — Não sabia que você conseguia ficar ainda mais ridículo! — Ele disse depois de um tempo.


    Rose notou Elisa e, com um sorriso no rosto, resolveu se aproximar da garota. Á alguns passos, parou. Abriu a bolsa que levava para pegar algo. Era um quadro branco com uma caneta de tampa preta presa a ele por uma cordinha. Rose apoiou o quadro na barriga enquanto escrevia duas palavras grandes. Ao terminar mostrou o quadro para Elisa, tomando o cuidado para deixá-lo em algum lugar em que a claridade da lua e das estrelas não fosse barrada pelas árvores.

    No quadro estava escrito a frase “ESTA BEM?”, em preto e em letras maiúsculas.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Sex Mar 27, 2015 11:29 pm

    Elisa esperou Rose escrever as palavras, fitando o quadro assim que a garota terminou. Ela sorriu novamente.

    — Sim, estou. Não se preocupe comigo. — A novata voltou a andar em um ritmo lento. — Hmm, quem você acha que irá vencer a Caça? Você já participou alguma vez...? — Indagou, curiosa.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Sex Mar 27, 2015 11:59 pm

    Rose se alegrou a escutar a resposta. Começou a andar ao lado de Elisa.

    Ao escutar a primeira pergunta da mais velha, ela levantou levemente os ombros e deixou que eles caíssem. Não, não fazia a menor ideia de quem ganharia. Logo depois ela assentiu com a cabeça. Pegou o quadro e começou a rabiscar.

    "MUITAS", ela escreveu. E embaixo: "MAS NÃO ACOSTUMO."
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Sab Mar 28, 2015 9:21 pm

    Elisa assentiu, compreensiva. Imaginava que a garotinha não gostava de participar dos confrontos e estava quase certa disso.

    — Ah... Deve ser difícil mesmo. Pelo o que parece, sou um dos poucos que não vê graça em machucar outras pessoas. — Disse, olhando para o chão enquanto andava. — E os campistas costumam se ferir muito? — Ela fitou Rose novamente, um tanto hesitante com a resposta que receberia.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Dom Mar 29, 2015 12:06 am

    Rose parou de caminhar. Hesitou apenas por um instante, mas logo estava balançando a cabeça negativamente. As caçadas não costumavam ser muito violentas. Tudo sempre correu dentro do esperado. Mas o que a fez hesitar foi...

    A garota deu alguns passos para se aproximar novamente de Elisa e arriscou:
    "HOJE", ela escreveu, e logo abaixo "O QUE ACHA?"

    Ela esperou. Rose tinha um jeito diferente de escrever, por poupar palavras - em geral conectivos. A situação piorava quando ela estava agitada... mas, queria muito falar com alguém sobre o assunto.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Hack em Qua Abr 08, 2015 5:22 pm

    Ao escutar alguém (ou alguma coisa) se aproximando velozmente, Dennis soltou um guincho e encolheu-se, imaginando que levaria uma surra.

    — AAAAH!! POR FAVOR, NÃO ME MATEE!! EU SOU LINDO DEMAIS PARA MORRER E...

    Foi então que ele reconheceu aquela risadinha irritante. O garoto sardento abriu os olhos, enxergando Ryan lá embaixo.

    Bem, era só o pirralho. Dennis deu um sorrisinho torto e, recuperando-se do susto, respirou profunda (e exageradamente), olhando ao redor e fazendo de conta que não tinha visto o filho de Hermes.

    — Hm?? Será que eu ouvi alguma coisa? Não estou enxergando ninguém aqui... Oláá!! Tem alguém aí?? — gritou, para o vazio, afim de irritar o baixinho. — Da onde está vindo essa vozinha irritante? Oh céus, acho que estou ficando louco!!


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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Qua Abr 08, 2015 5:27 pm

    Elisa ponderou ao ler a pergunta de Rose e presumiu que a filha de Apolo se referia a caçada do dia. Pelo menos dava a parecer que era aquilo.

    — Sobre hoje..? Sinceramente, não tenho um bom pressentimento. — Admitiu, suspirando. — Mas vamos torcer que ninguém se machuque muito.
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    Cah

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Qua Abr 08, 2015 7:34 pm

    Ryan parou de rir.

    — Que é? Além de ridículo é cego? Estou bem aqui!!


    Depois de ouvir a resposta, Rose assentiu. Elisa estava certa, torcer era a melhor opção. Não adiantava ficar pensando tanto. Agora, o que elas tinham que fazer era ajudar aqueles que encontrassem.

    Se sentindo um pouco melhor, Rose começou a andar mais segura. Logo escutou alguns gritos e o som de metal contra metal. Estavam relativamente perto. A garota queria se esgueirar até uma árvore para espiar escondida, mas resolveu escrever para Elisa perguntando o que ela ia fazer.
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    Bivi

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Dom Jun 14, 2015 5:28 am

    LUTA: JULIEN

    Não demorou muito para que Julien se visse longe dos filhos de Ares. O ruivo se movia cautelosamente pela floresta, tomando cuidado para não fazer barulho e ter a sua localização revelada. Seu plano se baseava em atacar de surpresa. Desta forma, talvez conseguisse alguma vantagem sobre o time inimigo (especialmente quando se tratava dos filhos de Atena).

    O filho de Afrodite parou de andar ao ouvir passos por perto. Julien avistou uma garota e, sem hesitar, atirou uma flecha em sua direção. Entretanto, a campista percebeu a presença do ruivo a tempo e bloqueou a flecha com o seu escudo.

    — Há! Se acha esperto, não é? — Indagou ela, erguendo a sua lança e escudo em posição de ataque. — Vamos ver o que você tem.

    A menina parecia ter catorze anos e possuía cabelos loiros, com algumas sardas espalhadas por seu rosto. Ela se chamava Jill e era uma filha de Atena; Julien a conhecia. Seus olhos cinzentos o fitavam com astúcia. Sendo uma filha de Atena, não era um oponente a ser subestimado e ele sabia disso.

    Com o arco em mãos, o ruivo aguardava por uma investida. Sabia que era inútil tentar atacar diretamente, visto que Jill defenderia as suas flechas. Não demorou muito para que ela corresse em sua direção. Mesmo sendo um tanto difícil, Julien tentaria atrasá-la e abrir uma brecha para um ataque certeiro.

    E foi isso que ele fez. O filho de Afrodite atirou mais uma flecha, obrigando a garota a se defender enquanto corria. Quando ela bloqueou a sua área de visão com o escudo, ele rapidamente se deslocou para o lado e atirou outra flecha. Desta vez, Jill teve o seu ombro atingido de raspão.

    A loira grunhiu quando a ponta de chumbo cortou sua pele. Mesmo sendo atingida, ela correu até o inimigo e o golpeou com o escudo. Julien foi atingido na barriga e acabou caindo sentado no chão.
    A garota se aproximou.

    — Seria mais sábio se você se rendesse. — Disse ela com firmeza, apontando a lança para o queixo do ruivo. — Onde está a bandeira de vocês?

    Ele apenas sorriu, achando graça da pergunta.

    — Eu não sei, macherie.

    — Não me venha com essa. — Jill franziu o cenho, desconfiada. — Me diga o que você sabe ou então serei obrigada a usar a força.

    Julien fitava a loira, esperando por qualquer brecha. Sua situação era bem desfavorável no momento. Precisava se afastar dela caso quisesse abrir uma vantagem na luta.
    Ele então teve uma ideia.

    De repente, um vulto passou correndo a alguns metros de distância dos dois. Atenta, Jill se voltou na direção de quem quer que fosse.

    — Quem está aí??

    Assim que a garota se distraiu, o ruivo se levantou e golpeou o seu rosto com o arco. Ela cambaleou ao ser atingida, voltando a fitá-lo logo após. Jill empunhou a sua lança e atacou Julien. Ele desviou do golpe e atirou outra flecha, a qual foi novamente bloqueada com o escudo.

    — Você não se cansa de mim, macherie? — Indagou, cínico. — Por que você não vai procurar um filho de Ares?

    — Porque sei que você sabe onde está a bandeira!

    Novamente, Jill enxergou um vulto misterioso e ergueu o seu escudo. A distração de Julien estava funcionando: com o uso de sua habilidade, a garota enxergava ilusões. Ela poderia jurar que alguém estava por perto e isso abria brechas em sua defesa.

    Ele atirou outra flecha, acabando por atingir o braço direito da menina. Aquele era justamente o braço que carregava o escudo. Ela grunhiu e se afastou, lutando para continuar sustentando o objeto mesmo estando ferida. Sem pensar duas vezes, Jill investiu e acertou a cintura do inimigo com sua lança. A arma desferiu um corte feio na pele do ruivo, rasgando a lateral de sua camiseta.

    Julien praguejou algo em francês e, aproveitando a proximidade, empurrou a garota no chão. A filha de Atena gemeu quando o peso do escudo caiu sobre o seu braço já ferido. Ele rapidamente pegou o seu arco e se preparou para atirar mais uma flecha.

    — Onde está a sua bandeira?

    A loira apoiou os cotovelos no chão, encarando o seu oponente.

    — Eu não vou dizer.

    Ele revirou os olhos.

    — Ninguém vai saber que você me contou. — Disse, numa última tentativa de convencê-la.

    Um tanto irritada, Jill se escorou no tronco de uma árvore para se levantar.

    — Eu já disse que não!

    Julien atirou a flecha, acertando a camiseta da garota. O tecido havia sido perfurado e consequentemente preso ao tronco da árvore.

    — Tudo bem, você quer do jeito difícil. — Concluiu ele, indiferente. — Vamos ver quantos minutos você vai aguentar.

    — O que você quer dizer? — Indagou Jill, confusa.

    O ruivo a fitou e se sentou em uma rocha próxima, disposto a aproveitar o espetáculo. A filha de Atena franziu o cenho e tentou se levantar, bufando ao ver que estava presa contra a árvore.

    — Que perda de tempo é...

    Ela se calou ao olhar para a frente. Seus olhos se arregalaram e ela pareceu perder o ar por um segundo, ficando pálida. Centenas de aranhas se aproximavam de onde ela estava, o que fez a garota iniciar um ataque de pânico.

    — O-O QUE É ISSO? DE ONDE SAÍRAM ESSAS ARANHAS??

    Julien sorriu, divertindo-se com o efeito de sua ilusão. Não havia uma aranha sequer ali, mas para Jill era bem o contrário.

    — Vou perguntar de novo. Onde está a sua bandeira?

    A garota se silenciou. Ela começou a tremer ao ver as aranhas se aproximando, desesperada. Os insetos estavam a poucos metros de distância. Vendo de perto, era possível identificar que todos se tratavam de tarântulas.

    — TIRE ISSO DAQUI!! AHHHH!

    Julien continuou com a ilusão. As aranhas estavam quase alcançando o corpo de Jill. Quase certo de que a garota acabaria tendo um infarto, indagou tranquilamente:

    — Últimas palavras?

    — A BANDEIRA ESTÁ AO NORTE!! S-SIGA AO NORTE! — Gritou a menina, debatendo-se para tentar se afastar das supostas aranhas.

    Satisfeito com a resposta, o ruivo se levantou e desfez a ilusão. As tarântulas desapareceram do campo de visão de Jill, o que fez ela ofegar de alívio.

    Merci. — Agradeceu ele, irônico. — Ah, antes de ir embora...

    O filho de Afrodite atirou mais duas flechas na direção da loira, desta vez prendendo as mangas da sua camiseta contra o tronco da árvore.

    — Boa sorte tentando sair daí. Não é nada pessoal, macherie. — Acrescentou, fitando a garota uma última vez antes de sair andando. — Cuidado com as aranhas de verdade.

    A loira estremeceu com o comentário. Frustrada, a garota demoraria para se livrar de todas aquelas flechas e retornar para a caçada. Vitorioso, Julien desapareceu em meio a floresta e seguiu na direção indicada por Jill.
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    Bivi

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Bivi em Dom Jul 05, 2015 3:57 am

    RESGATE: ELISA

    Elisa seguiu andando pela floresta, um tanto hesitante. Não demorou muito para que ela começasse a ouvir sons de lutas perto de onde estava. Parecia que a garota se encontrava no meio de uma arena de batalha: era possível escutar armas colidindo e até mesmo gritarias. Não seria difícil encontrar alguém necessitando de ajuda.

    Ela respirou fundo e procurou se manter calma. Apesar de estar com um pouco de medo, precisava se focar em sua tarefa. Um berro de agonia ecoou a alguns metros de distância e Elisa imediatamente se voltou na direção do som. Era óbvio que alguém havia se machucado.

    — Alguém está em apuros... — Murmurou ela, olhando de relance para Rose. — Eu vou ver o que aconteceu, certo? Tome cuidado, nos vemos depois!

    Dito isso, a loira avançou por entre as árvores em busca da pessoa responsável pelo grito. Era um tanto difícil de enxergar por onde andava. Além de estar passando por um caminho estreito, a noite não favorecia a sua visão.

    De repente, Elisa tropeçou e caiu no chão. Ela deu um gritinho quando começou a rolar por uma pequena ladeira, fechando os olhos e torcendo para não se machucar. Seu corpo logo caiu em cima de um arbusto.

    — Q-quem está aí? — Indagou alguém.

    A novata grunhiu baixinho ao sair do arbusto. Havia sofrido alguns arranhões de leve, mas nada que fosse preocupante.

    — N-não se preocupe! — Começou ela, tentando acalmar quem quer que estivesse por perto. — Eu sou do time de resgate...

    Olhando para a frente, foi possível ver um garoto deitado no chão. Suas mãos pressionavam um ferimento em sua barriga e estavam encharcadas de sangue.

    — Sorte a minha. — Murmurou.

    Assim que percebeu a seriedade da situação, Elisa engoliu em seco.

    — Deixe-me ajudá-lo, ok? — Dito isso, ela pegou o kit de primeiros-socorros e o deixou ao lado do garoto. — Posso ver o seu machucado?

    O campista grunhiu e então afastou as mãos do seu machucado. Sua barriga havia recebido um corte profundo e sangrava horrores. A garota arregalou os olhos, espantada. Não esperava algo tão sério.

    — M-meu Deus, quem fez isso com você?

    — Um de Ares... — Respondeu o menino, tossindo em seguida. — Isso não é nada, caso esteja impressionada...

    Elisa piscou, tentando imaginar o que poderia acontecer de pior. Ela então balançou a cabeça e abriu o seu kit de primeiros-socorros. Não poderia se distrair.

    — Certo... Você vai ficar bem. — A garota pegou um pano e o posicionou sobre a barriga do campista, cobrindo o seu corte por completo. — Eu vou apenas enfaixar o seu ferimento. Você precisa passar na enfermaria depois.

    O garoto assentiu. Elisa pressionou o machucado a fim de estancar o sangramento. Passados alguns segundos, ela pegou uma bandagem com uma das mãos enquanto continuava a segurar o pano com a outra.

    — Você consegue se sentar? Desse jeito, vou poder enfaixar o corte totalmente.

    — Sim.

    Seguindo as instruções, o menino sentou no chão. Por mais que tentasse disfarçar, o seu olhar expressava dor. Sem perder tempo, Elisa enfaixou o corte por completo e envolveu o abdômen do campista com a bandagem. Feito isso, foi aplicado outro pano sobre o ferimento a fim de reforçar o curativo. A esta altura, o sangramento já havia parado.

    A garota se afastou e deu um suspiro de alívio.

    — Bem, por enquanto é isso que posso fazer. Seria melhor se você não se esforçasse muito-

    Antes que pudesse concluir a frase, o garoto se levantou e começou a andar.

    — Obrigado pela ajuda! — E então sumiu por entre as árvores.

    Elisa respirou fundo. Esperava mesmo que aquela pessoa não se machucasse novamente. Decidida a continuar procurando por feridos, a garota se levantou.

    — Onde você pensa que vai?

    A novata olhou para trás. Outro campista havia aparecido e parecia muito mais ameaçador do que o primeiro. O garoto era corpulento e segurava um machado enorme — que por sinal, estava manchado de sangue. Era quase uma cena de filme de terror.

    A primeira reação de Elisa foi dar um passo para trás.

    — H-hã, o que posso fazer por você? Você está machucado? — Indagou, um tanto hesitante.

    — Corta essa!! — O desconhecido se aproximou, o que fez a garota se afastar mais. — Eu quero saber onde está a bandeira do time azul!!

    Ela franziu o cenho, ligeiramente confusa.

    — Desculpe, mas eu sou do time de resgate! Não sei onde estão as bandeiras...

    O garoto estreitou o olhar. Estava claramente desconfiado.

    — Ah, é? Então onde está a sua faixa branca??

    Elisa piscou e olhou para baixo. De fato, a sua faixa havia sumido. Não demorou muito para que ela ligasse os fatos: aquilo havia acontecido durante a sua queda na ladeira.

    — ...Eu posso explicar-

    Sem mais uma palavra, o garoto investiu na direção de Elisa, pronto para acertá-la com o seu machado. O corpo inteiro da garota gelou e sabe-se lá como ela havia conseguido desviar do golpe.

    — Por favor, me escute! I-isso é um engano!

    — Até parece!! É óbvio que você é do Time Azul! — Concluiu o outro, tentando golpeá-la mais uma vez.

    Elisa se escondeu atrás de uma árvore. O machado acabou por atingir a madeira com força, errando o seu alvo. Aquele cara estava definitivamente motivado a machucá-la.

    Com o coração acelerado, a novata se pôs a pensar em algo. Fugir era a melhor opção e foi justamente isso que fez. Talvez se esgueirar pelas árvores lhe daria certa vantagem, afinal, seu corpo era bem mais esguio se comparado ao garoto que a perseguia.

    — Pare de fugir, sua mulherzinha!! Eu vou quebrar os seus ossos!!

    Elisa continuou a correr, tomando cuidado para não tropeçar. Em meio a toda aquela confusão, pouco se importava para onde estava indo. A única coisa que desejava no momento era não ser cortada em pedaços.

    A garota seguiu por um caminho em zigue-zague. Realizava curvas bruscas, apenas torcendo para que não terminasse andando em círculos. A voz de seu perseguidor foi se tornando cada vez mais distante até sumir.

    Exausta, Elisa parou de correr e se escorou em uma árvore. Sua respiração estava acelerada e suas pernas pareciam anestesiadas. Ela tirou os cabelos do seu rosto, ainda amedrontada por quase ter sido literalmente fatiada.

    Antes de qualquer outra coisa, precisava encontrar a sua faixa branca novamente. Não queria de jeito algum repetir aquela experiência.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Cah em Ter Jul 07, 2015 6:57 pm

    RESGATE: ROSE

    Ao escutar a resposta de Elisa, Rose assentiu. Ainda observou a novata se afastar por um tempo. Por algum motivo, tinha um mau pressentimento quanto a deixar a garota seguir sozinha. Talvez por ser a primeira vez dela em um evento daquele tipo... ou por não saber o quão intensas as lutas poderiam ficar... Enquanto pensava em coisas desse tipo, Rose ficava mais e mais preocupada, pois se lembrava o quanto a sua primeira caça tinha sido aterrorizante. Os sons da batalha que ocorria perto dali a tirou de seus pensamentos e Rose decidiu parar de perder tempo e se concentrar no que tinha que fazer.

    Como pretendido, a garota caminhou até um local mais próximo da luta para poder observar. Abaixando-se atrás de um tronco, ela pôde visualizar o que estava acontecendo sem se sentir muito exposta. Ela enxergou três campistas de pé em uma clareira. Dois deles ofegavam e tinham suas armas apontadas para o terceiro. Observando melhor, Rose notou que havia um garoto e uma garota sentados próximos às àrvores e que, assim como ela, não perdiam um movimento do que acontecia. Pareceu a ela que aqueles estavam feridos.

    — Diga onde está sua bandeira! — Gritou um dos que estavam de pé.

    — Hah! Tentem arrancar isso de mim! — Respondeu o terceiro, que então sumiu por meio as árvores, logo sendo perseguido pelos outros dois.

    Rose percebeu que essa seria sua chance de ajudar os dois feridos que estavam no chão.
    Quando a filha de Apolo saiu de seu esconderijo, ouviu a garota machucada dar um gritinho. Sem demora, Rose ficou em baixo da luz do luar e mostrou a faixa branca que cruzava seu peito enquanto erguia ambas as mãos para mostrar que estava desarmada.

    — Ah! Você está aqui para nos ajudar?! — A campista ferida começou a acenar para que Rose se aproximasse. — Então venha aqui logo! Aqui, eu primeiro!  Acho que não sinto mais minhas pernas! Aah, mais rápido!!

    — Pare de gritar, sua maluca — disse o outro garoto. — O time adversário pode nos encontrar de novo!

    Rose se ajoelhou ao lado da campista para examinar-lhe as pernas. O que ela identificou foi um tornozelo torcido... mas, nada além disso. Sim, talvez o sapatos dela estavam um pouco sujos, como a garota mesma não parava de reclamar. Rose abriu seu kit de primeiros socorros e ofereceu um cubinho de ambrosia para aliviar a dor. A garota mastigou e engoliu, agradecendo logo em seguida. Rose sorriu e se levantou para ver o outro ferido.

    — Espera aí — pediu a garota dos sapatos sujos. — Será que você poderia me tirar daqui? Eu não quero mais participar desse joguinho ridículo!

    Rose parou pensativa. Depois assentiu de leve. Então olhou para o outro garoto, esperando para ver o que ele diria já que eles pareciam ser do mesmo time. Rose tinha uma breve noção de que não deveria atrapalhar a caça. Mas, se a garota não estava mais em condições de participar, não seria errado ajudá-la, certo? O garoto deu de ombros e evitou o olhar de Rose, segurando com mais força o braço ferido. Ela estranhou a reação, mas logo resolveu se aproximar para tratar de seu machucado.

    Foi quando percebeu. Na altura do ombro, já com a ponta grosseiramente quebrada, havia uma flecha profundamente infincada. Rose reconheceu na hora que aquilo era obra de algum filho de Apolo. Um de seus irmãos. Nem ela soube por que, mas começou a se sentir culpada. Meio sem jeito, a menina abaixou a cabeça em tom de desculpas, talvez pelas dificuldades que seus irmãos teriam feito o garoto passar minutos antes. E quando o campista olhou para ela, Rose percebeu que ela o conhecia. Ele era do mesmo chalé de Nick (a menina se lembrava de vê-lo todas as vezes em que ia chamar o amigo para brincar). A coincidência da situação fez o coração de Rose se apertar dentro do peito, mas ela se obrigou a ficar calma e disse para si mesma que tudo acabaria bem. Nick não seria tão imprudente a ponto de quase deixar a cabeça ser decepada novamente. Pelo menos é o que ela esperava.

    Rose abriu a caixa de suprimentos e ofereceu um pedaço um pouquinho maior de ambrosia para o garoto. Ainda que ele não parecesse feliz por ser Rose a responsável por cuidar de seu ferimento (Rose achou que ele também tinha a reconhecido como filha de Apolo), o garoto aceitou a comida. Ele até compreendeu os gestos da menina para que ele fechasse os olhos ou virasse para o outro lado (já que aquela flecha não poderia ficar ali, pois poderia se complicar em uma infecção, então teria que ser arrancada naquele instante).

    A garota respirou fundo, se certificou de que o outro estava preparado para a dor intensa que se seguiria e, como de costume, ofereceu uma canção à Apolo enquanto enrolava tiras brancas no ombro do ferido. Ela aproveitou e fez um pedido humilde, algo que pensou na aflição do momento. Já que aquele ferimento tinha sido causado por um de seus irmãos, ela pediu se seu pai não poderia, de algum jeito, aliviar as consequências daquilo. Não custava pedir. Rose viu o campista trincar os dentes quando ela atou as pontas das tiras em um nó firme. Devia ser bem doloroso, mas ela precisava ter certeza de evitar uma hemorragia pior. E então, pousando delicadamente uma das mão no ombro, com o maior cuidado, a menina começou a retirar a flecha com a outra.  A garota do tornozelo ferido queixou-se de como aquilo era grotesco.  A perfuração era profunda, mas Rose se surpreendeu com a facilidade com que realizou o procedimento. Em poucos instantes, ela estava olhando para a ponta metálica suja de sangue.

    — ... Impressionante! — Quando Rose percebeu, o garoto também olhava para a flecha que há segundos antes estava cravada em seu ombro. — Nossa, você é mesmo boa.

    Rose não entendeu como aquilo tinha acontecido tão rápido. Ou como o garoto parecia não ter sentido tanta dor. Será que tinha sido efeito da ambrosia? Ou...

    —Ugh! Joguem logo esse troço fora!! É nojento ficar olhando! —Disse a garota.

    Rose deixou a flecha de lado e começou a enfaixar o braço do campista do chalé de Hermes. Em pouco tempo, já estava tudo pronto.

    —Já não dói tanto —Percebeu o garoto enquanto movimentava o braço. —Obrigado pela ajuda.

    A menina sorriu e soltou um suspiro de alívio. Viu então o garoto se levantar e olhar para o meio das árvores.

    — Foi mal, aí, por mais cedo. — Ele disse. E Rose achou que ele tinha um olhar bem cansado. Na verdade, agora que estava se lembrando, sempre quando ela o via no chalé ele tinha mais ou menos essa expressão. — Achei que você não ia querer me ajudar. Essa caça é uma droga , mas parece que ainda não acabou. Vou nessa então!

    Rose ficou olhando para o ponto da floresta por onde o garoto tinha desaparecido.

    — Jesus, que animação para se machucar de novo! —Disse a outra garota. E então Rose se lembrou que ainda tinha que ajudá-la.

    Oferecendo o ombro para ela se apoiar (ainda que a garota fosse bem mais alta do que ela), Rose começou a levá-la para os limites da floresta.


    Última edição por Cah em Qua Jul 08, 2015 11:25 pm, editado 2 vez(es)
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    Caio

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 7:25 pm

    Resgate: Liam

    A luz da lua passava pelas frestas das arvores, iluminando o local onde estava o time de resgate. Liam estava vestido como qualquer outro dia no acampamento, com sua camiseta do lugar, seu cinto que prende sua flauta, e nenhuma calça.

    O sátiro recebia animado o recado de Larissa, enquanto colocava sua faixa na testa e a bolsa de primeiros socorros no ombro, então a trombeta para os jogos começarem soou, e Liam entrou na floresta. O local estava escuro por causa de todas aquelas arvores que não deixava passar quase nenhuma luz.

    O sátiro andava pela floresta em busca de qualquer pessoa ferida, mas era difícil de ver qualquer campista naquelas condições, porem podia ouvir os barulhos de espadas se chocando, e gritos dos filhos de Ares, mas ninguém parecia estar se ferindo gravemente. O grupo de resgate estava quieto, provavelmente em busca de qualquer grito de ajuda, até que Liam quebrou o silencio.

    - Ei Lari, onde que pode ter alguém com problemas?

    Novamente o grupo ficou em silencio, o sátiro estranhando serenidade do time ele decidiu procura-los em sua volta, mas não achou ninguém, “bem, acho que resolveram separar pra achar mais campistas, eu realmente não estou perdido”. Tal pensamento passou pela cabeça de Liam, porem ele realmente se perdeu.

    Liam começou andar mais rápido sozinho, seguindo o “plano” do time de resgate. Inconscientemente ele foi em direção que tinha mais luz, indo ao encontro de uma clareira no meio da floresta. No local havia um campista deitado encima da grama olhando para céu, imediatamente Liam correu em direção do garoto.

    - Você está bem?! – O sátiro começou a suar de preocupação, ele não queria encontrar um cadáver nos jogos.

    - Hum?

    O rapaz vira a cabeça em direção de Liam, era magro de porte pequeno, havia uma espada do seu lado e um escudo revestido de couro como travesseiro. Suas roupas estavam normais, não apresentando nenhum machucado. O garoto era Matthew um dos indeterminados do chalé 11, podia-se notar olhando para seus olhos, mostrando olheiras profundas, por causa das constantes pegadinhas dos filhos de Hermes.

    Liam logo percebeu que o garoto estava bem, então resolve apenas sentar ao seu lado.

    - Você está bem, por que não está jogando junto com seu time?

    - Um sátiro como você não vai entender, eu nem mesmo sei quem é meu pai, por que tenho que lutar por um time que eu nem sei se pertenço?

    Liam acabou se sentindo mal pelo garoto, havia tantos indeterminados no chalé de Hermes, fazendo o local ser sempre lotado, como um que um pai podia ignorar seu filho assim, apenas coloca-lo no chalé 11. O sátiro percebe que tinha ficado muito tempo sem dizer nada, então faz a primeira coisa que lhe veio à cabeça, dançar sapateado para animar o rapaz.

    Liam rapidamente se levantou e ficou na frente do garoto, agora que saiu do lugar não pensava mais que tinha sido uma boa ideia, olhava para os lados como um sinal de nervosismo, mas já tinha se levantado, não havia mais volta. Em seguida começou a tocar sua flauta de bambu, e a musica ecoou pela clareira, assim indicando um tão esperado momento: o momento em que ele mostraria toda sua habilidade.

    Ainda hesitando, o sátiro começou com lentos e suaves passos, progredindo para um bonito sapateado. Usando sua magia, Liam vez uma melodiosa musica, se espalhando pelo local, a fim de animar o indeterminado. E Liam não pode deixar de se sentir feliz também; como ele gostava de dançar!

    Quando acabou a musica, o campista do chalé 11 estava sorrindo; pelo jeito  que o ato de Liam havia funcionado ambos os rapazes estavam contentes e bem dispostos para continuar a caça bandeira, mas havia um porém, Liam ainda continuava perdido, e não fazia a mínima ideia de como voltar.

    Foi ai que o sátiro pegou suas sementes de carvalho, que servem para rastrear-se e saber pra qual caminho seguir, ele as largou no chão e começou a tocar em sua flauta novamente. As sementes começaram a se organizar em certos padrões, mas Liam acaba espirrando, por causa de sua alergia, assim estragando sua magia.

    - Bem, parece que estamos perdidos né. – O sátiro abre um sorriso nervoso, tentando quebrar o gelo que acabara de criar.

    - Como assim estamos? Eu sei o caminho de volta. – Então Matthew acaba guiando Liam para o caminho certo, na qual precisavam percorrer. – Você é uma criatura da floresta, mas não sabe o caminho de volta ?

    - Tipo isso. – Liam acabou sentindo-se envergonhado por não saber o caminho de volta.

    Quando encontram a trilha do bosque, já pensaram em voltar para suas atividades da caça, porem a trombeta soou, anunciando o fim do jogo.


    Última edição por Caio em Dom Jul 12, 2015 1:04 am, editado 2 vez(es)
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 7:37 pm

    A caça à bandeira já havia começado há alguns minutos, e mesmo estando na linha de ataque Nick ainda não encontrara ninguém pelo caminho. Isso era bom, já que fazia parte de seu plano.

    O seu objetivo era encontrar o local em que a bandeira inimiga se encontrava, e após se posicionar perto da região, iria começar a tocar sua flauta e adormecer qualquer um que estivesse tentando proteger o objeto. Assim ficaria muito mais fácil capturar a bandeira. E até poderia voltar vitorioso.

    Mas, para isso, estava tentando não se meter em nenhuma luta. Todas as vezes que ouvia um confronto na direção em que seguia, afastava-se o máximo possível. Sabia que não era páreo para a maioria dos semideuses. Possuía quase nada de músculos, e para piorar, sua habilidade só é eficaz se estiver bem concentrado na música. Por isso, o seu plano era o único modo de mostrar que ele também é capaz de conseguir alguma vitória, mesmo que ficasse dormindo na maior parte do dia.


    Última edição por Nate em Ter Jul 07, 2015 7:40 pm, editado 2 vez(es)
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 8:15 pm

    Clover após ouvir o discurso de Alicia, saiu para floresta patrulhar, em busca de informações sobre a linha de ataque do inimigo, como ordenado pela líder do time azul. A floresta estava mal iluminada, e qualquer vento que sobrava já dava calafrio na garota, mas por ser filha de Deméter ela consegui detectar alguns movimentos no meio da mata.

    “Como fui arrastada no meio dessa briga de criança? Os filhos de Atena e Ares brigam e me puxam pro meio da confusão deles”.

    A novata acabou se perdendo nos pensamentos e acabou indo numa parte do bosque na qual ela não conhecia, e não se lembrava do caminho de volta para bandeira, então resolveu continuar andando em busca de alguém do seu time.

    De repente Clover percebe um movimento sutil na floresta, pensando que podia ser um espião inimigo, a garota resolve corre em direção do local. Depois de pouco tempo de procura ela encontra um rapaz alto e magro e com cabelo preto, seus olhos sonolentos tinham a mesma cor que seus cabelos. Ela não se lembrava dele na preparação do time azul e ele não tinha uma faixa branca, oque quer dizer que ele era inimigo.

    - Você! Oque pensa que tá fazendo?!
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    Nate

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 8:34 pm

    Nick se assustou com a voz. Estava fazendo de tudo para passar despercebido pelos seus adversários, mas parece que não deu certo. Quando se virou para observar a pessoa, percebeu que era uma garota que nunca havia visto antes. “Talvez seja uma novata”, pensou. Se fosse assim, talvez não seria tão difícil ganhar dela.

    - Provavelmente, a mesma coisa que você. – Respondeu com um sorriso – Mas agora que nos encontramos, não acho que me deixará continuar, certo? – Enquanto falava, sua mão foi em direção à sua flauta.
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    Caio

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 8:56 pm

    Após Clover ter dado uma olhada melhor no garoto, ela percebeu que o rapaz não tinha cara de um filho de Hemes, nem parecia um patricinho do chalé de Afrodite, e certamente não era um brutamonte de Ares, oque queria dizer que ele era um indeterminado.

    Após der analisado o oponente, e der ouvido o comentário atrevido do rapaz, ela retira sua presilha de flor do cabelo, a segurando, em caso de qualquer ataque do rapaz ela podia se defender com a espada.

    - Muito engraçado, mas você está no caminho errado, a bandeira nem está por perto.

    Clover tentou mentir, era certo que ela havia se afastado da bandeira, mas consegui sentir que o grupo de defesa não estava muito longe, apesar de serem poucos.
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    Nate

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 9:19 pm

    O garoto resolveu não acreditar nas palavras da adversária, afinal ela podia estar tentando o enganar. E isso significava que provavelmente a bandeira estava por perto. No entanto, naquele momento seria mais sensato derrotá-la primeiro e depois ir atrás do objeto. Se tentasse escapar sem saber o que ela poderia fazer, havia uma grande chance dele sair perdendo.

    Com um movimento rápido, Nick pegou a flauta transversal e a transformou em espada. Depois, partiu em direção de Clover com um corte vertical focado no braço. Claro que aquilo era só para fazer com que a garota ficasse com um pouco de medo. Afinal, ela era novata, e por isso não teria tanta experiência em batalha.
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    Caio

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 9:38 pm

    Com a investida do rapaz, Clover rapidamente transformou sua flor em espada, ela não teria nada a temer, já havia lutado contra um escorpião gigante não fazia muitos dias, além disso, ela estava no seu território, a floresta, e suas condições físicas haviam melhorado.

    Vendo que o ataque de seu oponente seria um corte lateral, ela posiciona sua espada junto ao seu outro braço, assim defendendo o golpe. Aproveitando a pausa que a colisão proporcionou, Clover contra ataca o garoto com o cabo de sua espada, tentando acerta o rosto do garoto.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 9:56 pm

    Nick ficou surpreso com a reação da garota, não achava que ela saberia defender o ataque sem ao menos hesitar por um momento. Se comparado à sua primeira caça à bandeira, onde o garoto quase perdera a cabeça, ela é bem experiente com uma espada.

    Ao notar o contra-ataque, Nick conseguiu escapar por um triz do cabo da espada. Logo depois, ele resolveu se afastar um pouco.

    - Você é boa! – Disse sem nem mesmo lembrar que não deveria estar elogiando um adversário.

    Porém, continuou a investir, dessa vez com um corte em sua espada, a fim de retirá-la da mão de Clover.
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    Caio

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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 10:16 pm

    Notando que seu contra ataque havia falhado, Clover recua alguns passos. A garota resolve ignorar o elogio do rapaz e focar na luta, não poderia se dar o luxo de deixar o inimigo chegar mais perto que já estava da sua bandeira.

    Apesar de estar concentrada em seu oponente, ela não esperou que garoto focasse sua espada, assim se distraindo um pouco, “quem é que focava na espada?” Fazendo que com o impacto sua espada caísse no chão.

    Assustada com o resultado, Clover resolve recuar, se escondendo entra a mata, afim de pensar em um plano para reverter a situação.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 10:56 pm

    Feliz com o resultado, Nick faz uma pequena comemoração. E ao tentar investir novamente em Clover, agora com o cabo de sua espada, percebeu que ela usou esse pequeno momento de distração para se esconder em algum lugar da floresta.

    O garoto tinha certeza que ela não havia fugido da batalha, ainda mais se a bandeira realmente estivesse ali por perto. Porém, mesmo observando todos os cantos com grande atenção, Nick não conseguia localizá-la. Além disso, a pouquíssima iluminação não ajudava em nada.

    Vendo que estava sem alternativas, Nick também resolveu se esconder. Se posicionando atrás de uma árvore, o garoto reverteu a transformação da espada, se tornando novamente em uma flauta transversal dourada. No mesmo lugar, começou a tocar uma melodia lenta e suave, que, à medida que avança, ia ficando cada vez mais alto. Com isso, Nick não precisaria mais se preocupar com a garota, já que ela adormeceria dentro de pouco minutos.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Ter Jul 07, 2015 11:24 pm

    Clover estava escondida num mato perto do local, pouco tempo depois o indeterminado já saiu dali, mas ela percebe que o rapaz não havia fugido, o localizando atrás de uma arvore, mas de repente uma melodia começou a tocar, e as pálpebras de Clover ficaram mais pesadas.

    Ela logo descobriu que o som vinha do garoto, que tocava flauta pra adormecê-la. Clover tentou fazer alguma coisa a respeito, assim ela resolve correr em direção do som, mas só na metade do caminho que ela se toca que estava sem sua espada, e era tarde demais, ela já havia dado sua posição, não tinha como voltar.

    Então ela pensou em derruba-lo no chão usando as raizes da arvore, assim sendo ela fez o comando, e uma das raízes da arvore se prendeu no pé do oponente e tentou derrubar ele, mas Clover já estava enfraquecida pelo efeito da flauta, e suas habilidade ainda não era muito boa, fazendo o rapaz apenas escorregar.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Ter Jul 07, 2015 11:40 pm

    Enquanto tocava sua flauta, Nick observou Clover saindo do lugar onde estava se escondendo. Provavelmente notara que ele estava fazendo algo para deixá-la sonolenta, mas mesmo percebendo isso, ela não conseguiria chegar até ele antes de adormecer.

    No entanto, foi pego de surpresa quando uma raiz da árvore em que estava se escondendo o agarrou e o fez escorregar. Não foi nada agradável ao garoto ter caído de cara no chão, mas o pior foi que sua flauta sai voando para trás. Agora não tinha como ele continuar a música, nem tampouco continuar a luta. Mesmo assim, tentou se levantar. Tinha que conseguir pegar a flauta antes de Clover fazer algo.
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Caio em Qua Jul 08, 2015 12:28 am

    A filha de Deméter não conseguiu esconder uma risada quando o rapaz caiu de cara no chão, mas não perdeu a chance de virar o jogo. Ela usou um truque na qual Ceci (líder de seu chalé) ensinou pra ela no preparo da luta, Clover tirou de seu bolso sementes de vinha, usando um pouco de seu poder ela conseguiu faze-las cresce quase que instantaneamente, criando um chicote.

    Assim ela mirou e lançou o chicote na direção da flauta, a principio ela tinha errado, mas com um comando o chicote se virou rumo ao objeto, e arma se enrolou no instrumento, o levando até Clover.

    - Parece que o jogo virou, não é mesmo?

    Ela posiciona a flauta do lado do rosto e começa a gira-la. Clover resolve colocar varias de suas sementes de vinha por cima do garoto, e com uma ordem elas vão crescendo e puxando ele para uma arvore, o prendendo.


    Última edição por Caio em Qui Jul 09, 2015 6:39 pm, editado 1 vez(es)
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    Re: A caça à bandeira

    Mensagem por Nate em Qua Jul 08, 2015 6:15 pm

    Nick estava preste a recuperar sua flauta, no entanto, subitamente, um chicote de vinha agarrou o instrumento e o levou até a garota. O menino demorou um pouco para raciocinar o que havia acontecido, e quando se virou para trás já era tarde demais. As sementes jogadas por Clover se transformaram em vinhas e o prendeu em uma árvore por perto.

    Mesmo fazendo força para se soltar, as vinhas não davam indícios que iriam rasgar ou afrouxar. Talvez com sua espada seria possível se libertar, mas nesse momento ele estava junto de sua adversária.

    - Ei! Me solte! – Reclamou à garota, mesmo sabendo que isso não iria acontecer.


    Última edição por Nate em Qua Jul 08, 2015 8:28 pm, editado 1 vez(es)

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    Re: A caça à bandeira

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